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13/2/2007 |
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Crimes na Internet: acusado recorre e MPF quer manter prisão |
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Em contra-razões apresentadas no último dia 9 de fevereiro ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), no Recife, o Ministério Público Federal (MPF) posicionou-se, mais uma vez, contrário à libertação de Zózimo Dantas Gurgel Neto – conhecido como “Peninha” –, acusado de integrar uma quadrilha que desviou cerca de R$ 10 milhões de contas bancárias pela Internet. O réu está recorrendo da decisão da 1ª Turma do tribunal, que indeferiu seu pedido de habeas corpus. O recurso será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). |
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Zózimo Neto foi preso em 2006 pela Operação Scan, da Polícia Federal, que denunciou 59 pessoas pelos crimes de formação de quadrilha, furto qualificado, violação de sigilo bancário e lavagem de dinheiro. O grupo tinha base em Campina Grande (PB), mas atuava em vários estados brasileiros – Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Paraná. |
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Preso por conveniência da instrução criminal e para garantir a ordem pública, o acusado argumenta que não há mais motivos para permanecer preso. A formação da culpa nessa ação penal já se encontra encerrada, de modo que ele não pode agir sobre as testemunhas, e não há por que considerá-lo uma pessoa perigosa. Zózimo Neto, que já foi condenado por outro crime contra o patrimônio, alega ainda que não pode ser considerado reincidente pois existe apenas um crime praticado; o julgamento do segundo ainda está em curso. |
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A Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR-5) – órgão do MPF que atua perante o TRF-5 – discorda desses argumentos e alega que há fundamentos e pressupostos para a sua prisão preventiva. Há fortes evidências da participação do réu no crime investigado e, apesar de não haver mais a conveniência da instrução criminal, a prisão ainda se justifica para garantir a ordem pública, pois “o fato de já ter sido condenado anteriormente demonstra, claramente, a sua propensão à prática delituosa. |
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O procurador regional da República Joaquim José de Barros Dias, autor das contra-razões, ressalta que, em liberdade, Zózimo Neto pode dar continuidade aos delitos praticados e até "causar danos às Instituições Financeiras e aos correntistas num montante muito superior ao já desviado, aproveitando-se até o último instante, enquanto a quadrilha não é desmantelada de uma vez por todas". |
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Segundo pedido |
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