|
21/11/2006 |
|
"DÓLARES NA CUECA" |
|
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF-5 negou provimento aos agravos que pretendiam excluir da ação civil pública por ato de improbidade administrativa o presidente do Banco do Nordeste do Brasil – BNB, Roberto Smith, e diretores da instituição suspeitos de envolvimento no caso que ficou popularmente conhecido como "dólares na cueca". |
|
A decisão do TRF-5, cassando liminar que suspendera o trâmite da ação em relação aos agravantes, seguiu parecer do Ministério Público Federal – MPF, apresentado pela Procuradoria Regional da República da 5ª Região, no Recife, que tem se posicionado sistematicamente contra qualquer recurso que procure impedir o andamento do processo. No parecer, o MPF ressaltou que "mais gravoso do que submeter agentes políticos a uma ação judicial é permitir que permaneça a suspeita que põe em cheque a confiança da sociedade nos agentes públicos e nas instituições financeiras estatais, restando várias questões a serem elucidadas". |
|
Os réus continuarão a responder à ação movida pelo MPF, por meio da Procuradoria da República no Ceará, que investiga a relação entre o dinheiro encontrado com José Adalberto, ex-assessor parlamentar do deputado estadual cearense José Nobre Guimarães – irmão do ex-deputado federal José Genoíno – e o empréstimo de 300 milhões de reais feito pelo Banco do Nordeste do Brasil - BNB para o Consórcio STN. Adalberto foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ao tentar embarcar para Fortaleza levando 100 mil dólares na cueca e 200 mil reais em uma maleta. |
|
Segundo o MPF, há evidências de que esse dinheiro vem de propina paga pela suposta facilitação de um empréstimo feito pelo BNB ao Consórcio STN, em que foi concedida uma redução de tarifa de um milhão e meio de reais. |
|
|
|
Comente esta notícia: |
|
|