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24/5/2007 |
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IMPROBIDADE - MPF vai ao STJ pedir afastamento de prefeito paraibano |
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Prefeito, vice-prefeito e outros agentes públicos são suspeitos de aplicação irregular de verbas públicas |
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O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional da República da 5.ª Região (PRR-5), no Recife, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, para obter o afastamento cautelar de Salomão Benevides Gadelha, prefeito de Sousa – PB, entre outros servidores públicos daquele município. Eles são acusados de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações. |
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O suposto envolvimento dos gestores foi apurado em meio à operação Carta Marcada, deflagrada pela Polícia Federal, pela Receita Federal e pelo Ministério Público Federal em diversos municípios paraibanos. Os réus respondem a ação de improbidade administrativa ajuizada pelo MPF, por meio da Procuradoria da República na Paraíba (PR-PB), na 8.ª Vara Federal daquele estado. |
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A PR-PB pediu o afastamento cautelar do prefeito, do vice-prefeito e de outros cinco agentes públicos para garantir o bom andamento do processo. Há indícios de que já houve destruição de documentos comprobatórios das fraudes, e a permanência desses gestores na administração municipal poderia dificultar ainda mais a apuração dos fatos. |
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A Justiça Federal em Sousa deferiu o pedido de afastamento, mas o Tribunal Regional Federal da 5.ª Região acatou o pedido de suspensão de liminar impetrado pelo município e manteve os gestores em seus cargos, alegando ser necessária a continuidade administrativa para garantir a ordem pública e as condições mínimas de funcionamento do município. |
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O procurador regional da República Francisco Chaves, autor do recurso enviado ao STJ, explica que é justamente para preservar a ordem pública que foi pedido o afastamento dos agentes públicos, uma vez que o risco de destruição de provas e prosseguimento das fraudes é muito mais danoso ao município. |
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