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26/1/2007 |
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Em nota à imprensa, MPF reafirma-se contrário à libertação de dono da Avestruz Master |
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O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 5ª Região,remeteu ao Tribunal Regional federal da 5ª Região parecer contrário à concessão de habeas corpus a Jerson Maciel da Silva, dono da empresa Avestruz Master, que pretende responder em liberdade à ação criminal ajuizada pelo MPF. Jerson é acusado de crimes contra o mercado de valores mobiliários, contra o sistema financeiro nacional, contra a economia popular, contra as relações de consumo e de formação de quadrilha. |
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Esta é a segunda vez em que O ex-diretor da Avestruz Master impetra habeas corpus ao TRF. O primeiro pedido de liberdade, julgado em 9 de novembro de 2006, foi negado, e foram indeferidos também os recursos encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. |
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Jerson está preso na carceragem da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Distrito Federal. O novo habeas corpus deverá ser julgado pela 1ª Turma do TRF na próxima quinta-feira, 1° de fevereiro. |
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NOTA À IMPRENSA |
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Novo pedido – O ex-diretor da Avestruz Master já havia impetrado habeas corpus ao TRF, alegando que não havia motivos para sua prisão preventiva, mas o Tribunal negou sua liberdade, em julgamento no dia de 9 de novembro de 2006. Ele, então, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, mas não teve sucesso em sair da prisão. Por isso, continua preso na carceragem da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Distrito Federal. |
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Agora, Jerson da Silva requereu mais um habeas corpus. Alega excesso de prazo no término do processo criminal e pede prisão domiciliar, por ter 66 anos de idade e se encontrar doente. O Procurador Regional da República Wellington Cabral Saraiva, que acompanha o caso no TRF, defendeu que a demora no processo se deve à própria complexidade da ação criminal, que envolve quatro réus, três deles residentes em Goiás e no Distrito Federal, e a necessidade de ouvir testemunhas em vários Estados do país. Além disso, a idade do réu não impede que ele seja preso, e o acusado vem tendo tratamento médico adequado na prisão. |
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Danos de um bilhão – O grupo Avestruz Master teve forte atuação no mercado financeiro, principalmente nos anos de 2004 e 2005. Milhares de pessoas investiram em contratos de criação de avestruzes, com a promessa de lucros altos em prazo curto. Com o colapso do grupo, em 2005, a Comissão de Valores Mobiliários e o Ministério Público Federal realizaram investigações que resultaram em duas ações penais contra os dirigentes das empresas, uma que tramita em Goiás e outra em Pernambuco. Nesses processos, há relações de dezenas de investidores que perderam suas economias aplicadas no grupo, muitos deles com aplicações de R$ 10 mil, R$ 20 mil, R$ 50 mil, R$ 60 mil, R$ 130 mil e até de R$ 200 mil. O total do prejuízo causado aos investidores pode chegar a R$ 1 bilhão. |
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Após o parecer do Ministério Público Federal, o novo habeas corpus de Jerson da Silva deverá ser julgado pela 1ª Turma do TRF na próxima quinta-feira, 1° de fevereiro. |
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